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Primer: quando usar, e quando dispensar

  • Foto do escritor: Mariah Bezz
    Mariah Bezz
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

Nem sempre o primer é essencial. Saber quando usar (e qual escolher) faz toda a diferença no resultado da maquilhagem.


O primer tornou-se um dos produtos mais populares na rotina de maquilhagem. Muitas vezes visto como indispensável, ele promete maior durabilidade, textura mais uniforme e melhor acabamento.


Mas a verdade é que nem sempre ele é necessário.


E, mais do que isso, quando usado de forma inadequada, pode comprometer, e não melhorar, o resultado final.


O que é, de facto, o primer?


O primer é um produto preparador de pele. A sua função não é substituir o cuidado com a pele, mas sim criar uma “ponte” entre a pele e a maquilhagem.


Dependendo da fórmula, ele pode:

– suavizar textura

– controlar oleosidade

– hidratar

– iluminar

– ajudar na fixação da maquilhagem


Ou seja: ele não é um passo obrigatório, é um passo estratégico.


Quando faz sentido usar primer


O primer deve ser usado quando existe uma necessidade específica que a preparação de pele não resolve sozinha.


Alguns exemplos claros:


– Pele oleosa: primers matificantes ajudam a controlar o brilho ao longo do dia

– Poros aparentes ou textura irregular: primers mais alisadores criam uma superfície mais uniforme

– Eventos longos: aumentam a durabilidade da maquilhagem

– Clima quente ou húmido: ajudam na fixação e resistência


Nesses casos, o primer deixa de ser um extra e passa a ser um aliado técnico.


Quando pode dispensar o primer


Nem toda maquilhagem precisa de primer.


Se a pele estiver bem cuidada, limpa, hidratada e equilibrada, muitas vezes a maquilhagem já terá uma boa performance por si só.


Você pode dispensar o primer quando:


– deseja um acabamento mais leve e natural

– vai usar pouca maquilhagem

– a sua pele já responde bem aos produtos aplicados

– o hidratante já entrega o efeito desejado (como viço ou leve uniformização)


Em muitos casos, menos camadas resultam numa maquilhagem mais bonita e mais confortável.


Tipos de primer, e como escolher:


Aqui está um dos pontos mais importantes, e onde vejo mais erros.


Escolher o primer sem considerar o tipo de pele ou o efeito desejado pode comprometer completamente o resultado.


– Primer hidratante: ideal para peles secas ou desidratadas

– Primer matificante: indicado para peles oleosas ou com tendência a brilho

– Primer alisador (blur): suaviza poros e textura

– Primer iluminador: cria um efeito glow na pele

– Primer com efeito grip: ajuda a maquilhagem a aderir melhor e durar mais


A escolha deve sempre acompanhar a necessidade da pele, e não apenas a tendência do momento.


O erro mais comum


Um dos erros mais frequentes é usar primer em excesso, ou aplicar no rosto todo sem necessidade.


O primer não precisa ser aplicado de forma uniforme em toda a pele. Ele pode (e deve) ser usado de forma localizada.


Zona T mais oleosa? Primer matificante apenas ali.

Poros aparentes nas bochechas? Primer alisador nessa área.


Isso evita excesso de produto e melhora significativamente o acabamento.


Primer não substitui cuidado com a pele


Um ponto essencial: o primer não corrige uma pele mal preparada.


Sem limpeza adequada e hidratação equilibrada, nenhum primer vai entregar um bom resultado. Na verdade, pode até acentuar textura e comprometer a maquilhagem.


Então, usar ou não usar?


A resposta é simples: depende.


O primer não é um passo obrigatório, é uma ferramenta.


Quando bem escolhido e bem aplicado, ele eleva o resultado da maquilhagem. Quando usado sem critério, torna-se apenas mais uma camada desnecessária.


Saber quando usar, e quando dispensar, é o que realmente faz a diferença.


Porque, no final, maquilhagem bem feita não é sobre quantidade de produtos.


É sobre intenção em cada escolha.

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